O ano está quase a terminar, isso é sinónimo que o Natal e o dia de Ano Novo estão a aproximar-se a passos largos! Isso quer também dizer que vai aumentar o nível de consumismo mas, os portugueses esquecem-se que o mais importante não são os bens materiais mas sim, muitas vezes, com quem se passa esta época, para muitos especial e para outros mais um dia banal!Esquecemos-nos muitas vezes das pessoas que, sem um tecto ou lar para passar esse dia em que, reza a lenda, o Pai Natal vai de chaminé em chaminé distribuindo as prendinhas para aqueles que acreditam que o homenzinho vestido de vermelho e com barbas grandes e branquinhas ainda existe, não têm como encher a estômago com as mais belas doçarias tradicionais que fazem crescer água na boca dos petizes que ainda vivem no sonho da existência do senhor acima citado! É esta uma época em que nos devemos lembrar dos outros ou que devemos abrir as economias que durante o ano conseguimos juntar e gastar, gastar e gastar até mais não, aumentando o nível de consumismo? Só mais uma questão, se estamos em crise, não deveríamos ver no nosso país um sentimento mais alarmista em que se sugerisse a poupança em vez de alimentar ainda mais a máquina do consumismo que consome as poucas notas que recheiam as carteiras do povo lusitano, outrora um povo guerreiro, agora um povo que vai na onda da arte do 'bem gastar'!
Para mim o Natal é um dia importante sim, posso passa-lo com a família, matar as saudades daquelas caras que não vejo há alguns meses mas, mesmo que troquemos uma ou outra prenda, o sentimento de união permanece aquecendo-nos a noite até que, por cansaço partimos, cada um para sua casa e voltemos à nossa rotina! Basicamente é assim que passo o meu dia, comemos aquilo que se deve comer, o bacalhau e não faltam as doçarias e ainda uma saudável salada de fruta para evitar mais calorias. Apesar de passar o dia da forma mais simples possível, tenho tudo aquilo que preciso!
Porque é que os portugueses não se limitam a juntar a família, distribuir dinheiro pelos pobres e sorrir em vez de esbanjar os seus últimos euros em coisas superfulas e sem valor que tornam mimados os miudos do futuro?
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